O deputado Bruno Araújo (PE) – um dos integrantes da missão de parlamentares brasileiros que foi a Tegucigalpa acompanhar de perto a crise polÃtica em Honduras – avalia que as eleições no paÃs hondurenho podem ser uma alternativa menos penosa para a vida polÃtica da nação. “Parece muito difÃcil uma solução que passe pela volta de Zelaya ou manutenção de Micheletti”, afirmou o tucano nesta quinta-feira.
Missão cumprida – Há duas semanas, o presidente deposto Manuel Zelaya está abrigado na embaixada brasileira, enquanto Roberto Micheletti ocupa como interino o principal cargo do governo de Honduras.
Apesar das incertezas sobre os rumos do estado de sÃtio no paÃs vizinho, o tucano – que chega ao Brasil nesta sexta-feira – disse que o grupo de parlamentares brasileiros cumpriu sua missão. “Nos deram a confirmação de que a segurança da embaixada brasileira está assegurada”, afirmou Araújo após reunir-se com autoridades da Assembleia Nacional e da Suprema Corte de Honduras. Logo depois a comitiva esteve com Zelaya na embaixada brasileira, mas a imprensa não pôde acompanhar o encontro.
Nos últimos dias Micheletti vem mantendo um discurso mais cauteloso. Ele inclusive recuou nas ameaças que deu ao Brasil para que decidisse, em dez dias, o destino de Zelaya. Além de Bruno Araújo, integram a comitiva os deputados Ivan Valente (Psol-SP), Raul Jungmann (PPS-PE), Janete Rocha Pietá (PT-SP), Claudio Cajado (DEM-BA) e MaurÃcio Rands (PT-PE). (Reportagem: Gustavo Bernardes/ Foto: Ag. Câmara)
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