O deputado Bruno Araújo, fez pronunciamento em plenário, nesta quarta (12/05), sobre a expulsão do jornalista americano, Larry Rohter. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expulsou do país o correspondente do The New York Times que fez matéria dizendo que ele teria o hábito de beber.
O deputado Bruno Araújo considerou a atitude de Lula “arbitrária” e relembrou os anos de luta do PT. “A expulsão não condiz com a tradição democrática desse país, não condiz com o passado de luta do partido que está no poder. Esta atitude está abrindo precedentes para a censura.” Acrescentou o líder do governo, destacando que o fato “agride a liberdade de imprensa e fere toda uma história política do PT”.
Araújo ressaltou que o único caso de expulsão de um jornalista se deu em 1970, em pleno regime militar. Ele lembrou ainda, o caso do Padre Vítor Miracapilo, que foi expulso do Estado por ter se recusado a celebrar a missa de independência, nos anos oitenta. Neste caso o Partido dos Trabalhadores classificou o fato como absurdo e foi o que mais criticou. “A atitude do Governo Federal é uma prova clara de que ele não tem aptidão para lhe dá com críticas.” “O presidente Lula expõe de forma grave a imagem do país”.
O Líder do Governo foi aparteado por diversos deputados, entre eles Pedro Eurico e Augusto Coutinho. Para finalizar, o deputado fez menção a Barbosa Lima Sobrinho: “ O jornalista pernambucano, Barbosa Lima Sobrinho não viu em vida ato tão arbitrário”.
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