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	<title>Deputado Federal Bruno Araújo PSDB &#187; Artigos do Deputado</title>
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	<description>Deputado Federal de Pernambuco pelo PSDB trabalha em defesa do consumidor, na fiscalização dos gastos do governo e contra a CPMF na Câmara dos Deputados.</description>
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		<title>Irã: o que não podemos esquecer</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 15:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos do Deputado]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Irã]]></category>
		<category><![CDATA[o que não podemos esquecer]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando criticamos aqueles que apoiam o governo do Irã, a ideia não é a  crítica pela crítica, sem fundamento. Criticamos porque não concordamos  com a postura dos que não sabem o que está ocorrendo naquele país. Ou  pior: fazem de conta que nada acontece.
Quem se informou sobre  o povo iraniano e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando criticamos aqueles que apoiam o governo do Irã, a ideia não é a  crítica pela crítica, sem fundamento. Criticamos porque não concordamos  com a postura dos que não sabem o que está ocorrendo naquele país. Ou  pior: fazem de conta que nada acontece.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem se informou sobre  o povo iraniano e sobre a sua situação não pode ser frio e pensar  exclusivamente no que o Brasil, ou alguns líderes, podem ganhar com  reuniões entre diplomatas, políticos e empresários para fazer negócios,  como se tudo estivesse bem por lá.</p>
<p style="text-align: justify;">As coisas não estão nada  bem no Irã. O regime está se esgarçando e aumenta a repressão política  contra os opositores de regime. Ainda sofremos no nosso meio político  as marcas da repressão vivida no Brasil até a década de 80 do século  passado. Entender-se com um regime que apela para a violência para se  manter no poder é grave erro.</p>
<p style="text-align: justify;">As notícias que chegam aqui  mostram o desrespeito por coisas que consideramos entre as mais  importantes para os indivíduos em qualquer lugar do mundo: a liberdade  e os direitos humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">O direito de poder falar das coisas de  que gostamos, dos sonhos e daquilo em que acreditamos, sem medo de  sermos perseguidos. O direito de poder rezar para Deus da forma que  acharmos melhor. O direito de discordar dos governantes, claro que com  respeito e dentro da lei. O direito de pedir por mudança quando  percebemos que o governo não sabe mais como resolver os problemas do  povo.</p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo, nos dias de hoje está sendo negada a  possibilidade de os iranianos viverem em paz e em um regime  democrático. Os exemplos são muitos. Ocorre na diferença de tratamento  a homens e mulheres, com o absurdo de considerar que uma mulher vale a  metade do homem; nas ações contra os homossexuais; na repressão radical  e violenta contra as religiões, chegando ao ponto de algumas crenças  não serem reconhecidas. É o caso do grupo chamado baha’i, que tem sido  perseguido ao ponto de muitos de seus integrantes estarem considerando  uma espécie de genocídio cultural. O fato de terem uma religião  diferente os tornam ameaçadores para o regime iraniano.</p>
<p style="text-align: justify;">A  intolerância também atinge outros grupos. Os vídeos que estão na  internet mostram coisas assustadoras. Mulheres sendo apedrejadas ou  enterradas vivas acusadas de adultério. Filas de postes com homens  enforcados, acusados de homossexualismo. Homens e mulheres sendo mortos  porque tiveram coragem de se opor ao governo. Porque disseram: “Eu  discordo!”</p>
<p style="text-align: justify;">Testemunhos de pessoas que escaparam do Irã  confirmam o que está ocorrendo e, agora, começam ser divulgados casos  de corrupção, com desvios de bilhões de dólares, envolvendo os chefes  do governo e seus parentes. Como disse a iraniana ganhadora do Prêmio  Nobel da Paz de 2003, Shirin Ebadi, o povo “expressa seus anseios de  maneira pacífica, mas recebe balas e prisão”. Mas, como ela também  observou: “O povo já está cansado, não tem nada a perder. Suas leis,  sua história, seu dinheiro, foram todos tomados. Ele já não tem medo do  governo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois esse país, que não respeita a diversidade e é  intolerante, é o país que quer aprofundar laços com o Brasil. Outro  ponto de preocupação é o súbito interesse do Irã por nossas pesquisas  nucleares. Tal fato é preocupante na medida em que o Irã é um pária na  comunidade internacional por se recusar a abrir suas instalações  nucleares à fiscalização internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Por tantas razões não  dá para acreditar que o Brasil esteja disposto a aprofundar suas  relações com o Irã. Pior, não temos nada a aprender com eles e eles não  parecem interessados nas lições de tolerância religiosa, racial e  sexual que o Brasil pode dar. Não vale, por um punhado de dinheiro,  expandir relações econômicas com quem não respeita os direitos humanos  mais básicos.</p>
<p style="text-align: left;">Bruno de Araújo<br />
Deputado federal pelo PSDB de Pernambuco, vice-líder do partido na Câmara</p>
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		<title>A lição da Colômbia</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2007 18:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos do Deputado]]></category>

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		<description><![CDATA[GUSTAVO FRUET, BRUNO ARAÚJO e RAUL HENRY
A Colômbia ousou enfrentar a violência urbana e se armou com o essencial: decisão política, seriedade e continuidade
NOS ÚLTIMOS cinco anos, uma mudança radical ocorreu nas duas principais cidades da Colômbia, Bogotá e Medellín. Antes conflagradas e aparentemente sem saída ante a insegurança, reduziram expressivamente os índices de criminalidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>GUSTAVO FRUET, BRUNO ARAÚJO e RAUL HENRY</p>
<p>A Colômbia ousou enfrentar a violência urbana e se armou com o essencial: decisão política, seriedade e continuidade</p>
<p>NOS ÚLTIMOS cinco anos, uma mudança radical ocorreu nas duas principais cidades da Colômbia, Bogotá e Medellín. Antes conflagradas e aparentemente sem saída ante a insegurança, reduziram expressivamente os índices de criminalidade e investiram na promoção da paz a partir de uma firme decisão.</p>
<p>Integramos missão oficial de parlamentares que foi à Colômbia conhecer programas da área de segurança. Com todo o cuidado para não mistificá-los, permite-se concluir que há muitas lições a tirar da experiência colombiana e, mesmo considerando as diferenças entre os países, não faria mal ao Brasil dedicar olhar mais atento ao que fazem nossos vizinhos.</p>
<p>O que primeiro impressiona é a redução nos índices de criminalidade. A taxa de homicídios em Medellín, que em 1991 chegou a 381/100 mil habitantes, caiu em 2006 para 28/100 mil. São mais de 8.000 vidas poupadas.</p>
<p>O ponto de partida foi o fundo do poço ao qual a Colômbia chegou no fim do século passado. Acuados pela insegurança, governo e sociedade passaram à ação, rompendo com o ciclo natural da violência e agindo para que os jovens, especialmente, deixassem de ver as atividades criminosas como alternativa de vida.</p>
<p>Em Medellín, o processo começou em 1993, com a criação de uma oficina de paz e convivência. Recursos do BID e da prefeitura financiaram um programa que inclui acordos de paz com milícias e pactos de convivência com grupos violentos de bairros onde a polícia não ousava entrar. São jovens cooptados pelo narcotráfico, pela guerrilha ou por grupos paramilitares que, aos poucos, vão sendo &#8220;desmobilizados&#8221;, na expressão local.</p>
<p>O dia em que o primeiro desses grupos depôs as armas teve caráter de data cívica na Colômbia. Era um recomeço, um passo simbólico para a recuperação do orgulho colombiano.</p>
<p>O esforço para promover o retorno dos &#8220;desmobilizados&#8221; à vida civil e à legalidade é suportado por uma estrutura que inclui educação, assistência psicossocial e inserção no mercado de trabalho. É um processo coordenado pelo governo central, com ativa participação do município.</p>
<p>Paralelamente, ocorre um programa de urbanização de áreas degradadas. Regiões periféricas onde o Estado se ausentou por muito tempo passaram por transformações impressionantes, com a extensão de modernos sistemas de transporte, a criação de pontos de encontro para a comunidade, a instalação de casas de Justiça e a construção de calçadas e alamedas que favorecem a convivência. Além disso, há programas de microcrédito para financiar pequenos negócios.</p>
<p>O policiamento ostensivo é outro pilar. Na Colômbia, há uma polícia única, subordinada ao governo central, com efetivo de 400 mil. O Exército, com 300 mil integrantes, atua no combate ao narcotráfico.</p>
<p>A população aceita as revistas a que está sujeita a qualquer hora e em qualquer lugar e as medidas restritivas ao funcionamento de bares e porte de armas. Isso reforça a sensação de segurança nas ruas das grandes cidades, onde até há pouco tempo todos circulavam com medo e sem a certeza de que voltariam para casa vivos.</p>
<p>Há ações polêmicas, como a extradição de mais de 400 colombianos aos EUA para responder a processos e cumprir penas. E também forte investimento em tecnologia. Um sistema de georreferenciamento dá confiabilidade aos dados. Agentes comunitários, taxistas e seguranças privados contribuem para alimentar o sistema de informações. No total, a Colômbia investe em segurança cerca de 4,5% do PIB, e recebe recursos externos, como dos EUA, que enviam US$ 600 milhões/ano.</p>
<p>Mas o que mais chama a atenção é a determinação de subtrair o caráter ideológico e dar permanência ao combate ao crime. Em Medellín, o programa &#8220;Paz e Reconciliação&#8221; ganhou status de permanente no ano passado, de forma a garantir que transcenda governos e não fique sujeito a situações conjunturais. Registre-se também o surgimento de novas lideranças, nascidas fora do eixo liberais-conservadores que há anos domina a política nacional, destacando-se os prefeitos de Bogotá e Medellín, que são lideranças nacionais.</p>
<p>A Colômbia tem em relação ao Brasil diferenças que vão além do tamanho e do perfil econômico. É grande exportador de entorpecentes, mas não grande consumidor. Ressalvadas as diferenças, a lição que nos oferece é a determinação para enfrentar um problema que vinha minando as estruturas sociais. A Colômbia ousou enfrentar a violência urbana e se armou com o essencial: decisão política, seriedade e continuidade.</p>
<p><strong>GUSTAVO FRUET , 44, (PSDB-PR), BRUNO CAVALCANTI DE ARAÚJO , 35, (PSDB-PE) e RAUL JEAN LOUIS HENRY JÚNIOR , 42, (PMDB-PE) são deputados federais.</strong></p>
<p>Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br</p>
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		<title>Hora e vez do sorgo</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2005 18:45:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A avicultura de Pernambuco, líder no mercado de ovos e carne de frango do Norte e Nordeste, está ganhando um reforço fundamental para alimentar seu plantel de 10 milhões de frangos: a produção de sorgo granífero na região semi-árida do Estado gerando emprego e renda, até agora, para 2,8 mil pequenos agricultores sertanejos. Com uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A avicultura de Pernambuco, líder no mercado de ovos e carne de frango do Norte e Nordeste, está ganhando um reforço fundamental para alimentar seu plantel de 10 milhões de frangos: a produção de sorgo granífero na região semi-árida do Estado gerando emprego e renda, até agora, para 2,8 mil pequenos agricultores sertanejos. Com uma safra recorde em 21 municípios dos Sertões do Araripe, Moxotó, Pajeú e de Salgueiro, o Estado deverá colher neste ano 56 mil toneladas, o que significa um incremento de 280%, em relação à safra do ano passado e um ganho de R$ 18 milhões para a economia pernambucana. São 22,5 mil hectares de área plantada, que deverá ser ampliada, até dezembro, para 35 mil hectares. Para o próximo ano, a previsão é de um plantio do sorgo em 50 mil hectares de terras sertanejas.</p>
<p>São boas notícias para os avicultores pernambucanos, que além de liderarem o mercado de frangos no Norte e Nordeste, respondem pela quinta produção de ovos do País e oitava maior de carne. Para manter esse crescente mercado,o nosso setor avícola tem se ressentido bastante com a irregularidade da produção nacional de milho, principalmente neste ano quando houve uma queda brutal na safra do grão, em virtude da estiagem que acometeu as maiores regiões produtoras do Brasil situadas no Centro-Sul. Quem produz sabe que sem matéria-prima não há negócio que prospere em lugar nenhum no Mundo, e o milho é o principal componente da ração do frango. Daí a importância do sorgo, que já está inclusive inovando a culinária pernambucana. No Sertão do Araripe, os agricultores estão comemorando não somente a expansão da cultura na região, mas, também, o incentivo à população local que vem utilizando o grão para produzir comidas típicas como canjica, xerém, pamonha, bolos, pastéis, empadas e até pipoca durante o período junino, como têm registrado os jornais. Quem tem degustado essas iguarias aprova com satisfação.</p>
<p>Mais resistente que o milho à inclemência da estiagem no semi-árido, e com a vantagem adicional de produzir duas safras anuais, a produção de sorgo é um vitorioso projeto que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Estado, através das secretárias de Produção Rural e Reforma Agrária e de Planejamento, em parceria com a Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e com o decisivo apoio das prefeituras municipais, sindicatos e associações de produtores rurais. Para um Estado em que 90% de suas mais de 260 mil propriedades rurais estão na base da sustentação familiar, produzir uma agricultura de fácil manejo que requer entre 250 a 300 milímetros de água por ano para produzir duas safras &#8211; metade das precipitações pluviométricas que o milho necessita &#8211; é uma conquista de forte dimensão social na geração de emprego, renda e fixação das famílias no seu habitat. Mais ainda, como o caso do sorgo, quando 70% de sua safra tem garantia de compra em 40% pela Conab e 30% pela Avipe.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Bruno Araújo é deputado estadual pelo PSDB</strong></p>
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		<title>Pernambuco no rumo certo</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2005 18:47:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante dois anos a Camargo Corrêa pesquisou entre os grandes portos brasileiros aquele que reunisse as melhores condições para o seu projeto de instalação de um estaleiro. No final da busca, a empresa anunciou a escolha por Suape, por identificar no complexo industrial-portuário pernambucano as condições geo-econômicas consideradas ideais para receber o estaleiro.
Quem contou essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante dois anos a Camargo Corrêa pesquisou entre os grandes portos brasileiros aquele que reunisse as melhores condições para o seu projeto de instalação de um estaleiro. No final da busca, a empresa anunciou a escolha por Suape, por identificar no complexo industrial-portuário pernambucano as condições geo-econômicas consideradas ideais para receber o estaleiro.</p>
<p>Quem contou essa história foi o vice-presidente da Camargo Corrêa, Luiz Roberto Nascimento, quando assinou com o Governo de Pernambuco, no dia 4 de agosto passado, o Protocolo de Intenção para a instalação do estaleiro no Porto de Suape. O estaleiro será um dos três maiores do Mundo e o maior do Hemisfério Sul. É um investimento superior a R$ 500 milhões, vai gerar 30 mil empregos diretos e indiretos e um faturamento anual previsto em R$ 1 bilhão.</p>
<p>Quatro meses depois do anúncio do estaleiro, Suape prepara-se para receber outro megaprojeto composto de dois grandes empreendimentos do grupo italiano Mossi &amp; Ghisolfi. Irão demandar investimentos deUS$ 800 milhões (R$ 2,1 bilhões), trazendo para Pernambuco a maior fábrica de resina para embalagens tipo PET do Mundo; e outra de relevância igualmente mundial dirigida à produção de ácido teraftálico purificado (PTA), que é matéria-prima para o poliéster. As duas fábricas criam as condições básicas para o início do Pólo de Poliéster do Nordeste.</p>
<p>Os empreendimentos do grupo italiano M&amp;G, são frutos de uma longa negociação que durou um ano e dez meses com o Governo de Pernambuco. Durante esse período de negociação os investidores italianos estiveram com o governador Jarbas Vasconcelos no Palácio do Campo das Princesas, sobrevoaram Suape em helicóptero, conheceram em trajeto rodoviário as potencialidades do complexo industrial-portuário e, por fim, receberam incentivos fiscais.</p>
<p>Seguramente, o estaleiro da Camargo Corrêa e os empreendimentos da M&amp;G mudam o curso da história industrial do Estado e impõem uma forte dinâmica ao desenvolvimento econômico. Nada disso seria possível, todavia, não fosse a determinação do governador Jarbas Vasconcelos em investir nesses seis anos de governo, de forma eficiente e estratégica na infra-estrutura e na logística, complementando as ações estruturadoras com boas políticas sociais que conduzem Pernambuco no rumo certo do desenvolvimento.</p>
<p>Modernizado no atual governo, o complexo industrial-portuário de Suape pontifica hoje como a grande força motriz da economia pernambucana. Maior concentrador de cargas do Nordeste, ele abriga 98 centrais de distribuição. E também, a maior termelétrica em atividade no Brasil, um investimento de R$ 1 bilhão e capacidade para 523 megawatts. Tem espaço reservado para uma refinaria de petróleo e 70% de todos os investimentos privados ali aplicados aconteceram no governo Jarbas.</p>
<p>O novo Aeroporto Internacional dos Guararapes-Gilberto Freyre é o maior do Nordeste e um dos mais modernos do País. A duplicação da BR-232, no trecho do Recife a Caruaru, e mais recentemente no trecho Caruaru-São Caetano é a segunda maior obra rodoviária em construção noPaís. O governo também desenvolve o maior programa de recursos hídricos jamais realizado no Estado, com mais de 200 obras concluídas ou em andamento.</p>
<p>Confirmando o acerto como o Estado vem sendo governado, o IBGE, recentemente, ao divulgar os resultados das contas regionais no País referentes ao ano de 2002, revelou que a economia de Pernambuco teve naquele período um crescimento de 4%, situando-se acima da média brasileira que registrou um crescimento de 1,9%, e da nordestina, que cravou 2,5%. Isso, já nos três primeiros anos do governo Jarbas.</p>
<p><strong>Bruno Araújo é deputado estadual pelo PSDB</strong></p>
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		<title>Estaleiro e auto-estima</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2004 18:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante décadas Pernambuco sonhou com um grande projeto industrial para alavancar a sua economia. Chegou-se a pensar, nesses últimos 20 anos, em uma grande siderurgia, uma montadora de automóveis e uma refinaria de petróleo. Nenhum desses grandes projetos aportou no nosso Estado. Talvez porque, para a atração de um empreendimento dessa envergadura faltasse primeiro criar-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante décadas Pernambuco sonhou com um grande projeto industrial para alavancar a sua economia. Chegou-se a pensar, nesses últimos 20 anos, em uma grande siderurgia, uma montadora de automóveis e uma refinaria de petróleo. Nenhum desses grandes projetos aportou no nosso Estado. Talvez porque, para a atração de um empreendimento dessa envergadura faltasse primeiro criar-se uma infra-estrutura adequada e uma eficiente logística.</p>
<p>Essa visão de criar as ferramentas necessárias para induzir o crescimento econômico teve o governador Jarbas Vasconcelos, logo ao assumir seu primeiro mandato, em 1999. Com sua equipe de trabalho estabeleceu metas, conferiu prioridades e investiu fortes nas áreas portuária, rodoviária, aeroviária e de recurso hídrico. A estratégia de investir em infra-estrutura para transformar Pernambuco em um importante pólo de atração industrial, comercial, tecnológico e de serviço demonstrou o acerto das medidas governamentais.</p>
<p>Suape foi modernizado tornando-se realmente um complexo industrial-portuário, que no mapa do desenvolvimento pontifica como a grande força motriz da economia pernambucana. Duplicada e recuperada no trecho Recife-Caruaru, e agora, Caruaru-São Caetano, este último trecho com a obra iniciada no mês passado, a BR-232 desponta como a maior logística rodoviária do Estado, interiorizando o desenvolvimento econômico e social e promovendo o escoamento da produção para a capital e para os portos de Suape e Recife. O Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre, que entrou em operação experimental no mês passado é hoje o mais moderno aeroporto do Nordeste e um dos melhores do País.</p>
<p>Outro elo vital na composição básica da infra-estrutura é o abastecimento d&#8217;água para a população e seu suprimento para as atividades produtivas, notadamente o setor industrial. O programa Águas de Pernambuco, com mais de 200 obras concluídas ou em andamento em todos os cantos do Estado, beneficia atualmente três milhões de pessoas. Com investimentos de mais de R$ 400 milhões, o Águas de Pernambuco é o maior programa de obras hídricas que um governo realiza neste Estado.</p>
<p>Assim, com essa infra-estrutura pronta, funcionando, e Suape com o complexo industrial-portuário dinamizado, Pernambuco criou o cenário adequado não apenas para atrair um grande projeto industrial, mas um megaprojeto. Bem melhor: um cluster inteiro chamado Estaleiro da Camargo Correia. Como uma mão espalmada, os dedos indicando as várias direções, o estaleiro vai apontando as suas necessidades que, na prática significa o surgimento de novas indústrias e expansão de linha de produção de plantas industriais aqui existentes. É uma cadeia produtiva que se revela nas áreas de estruturas metálicas, pintura e tratamento de superfícies, usinagem, calderaria, metalurgia, tubulações, formação de mão-de-obra especializada com expansão do emprego também na área do saber e conhecimento, em especial nos campos da ciência e tecnologia. Abre espaços, ainda, no Senai para capacitartrabalhadores e na Universidade Federal de Pernambuco e Universidade de Pernambuco, para a geração de profissionais em nível superior.</p>
<p>Ao inserir Pernambuco na rota da economia mundial, com a produção de navios e plataformas de petróleo, negócios bilionários, que registraram no ano passado um montante de US$ 73 bilhões e no próximo ano chegará a US$ 81 bilhões, o estaleiro traz ainda mais um bem valioso que não tem preço: a auto-estima do povo pernambucano, tão importante como os 30 mil empregos diretos e indiretos que serão gerados no nosso Estado, e um faturamento anual previsto em R$ 1 bilhão. Nunca se viu tanto orgulho no povo, desde o homem simples aos empresários, políticos, formadores de opinião, sindicalistas, religiosos. Enfim, a sociedade civil organizada em seus mais diversos segmentos.</p>
<p><strong>Bruno Araújo é deputado estadual pelo PSDB</strong></p>
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		<title>Pelo voto ético</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2004 18:49:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde a redemocratização, há 20 anos, o Brasil tem praticado a democracia sem maiores percalços &#8211; e até o maior deles foi bem resolvido, no impeachment sem traumas ou quebras institucionais. Além disso, a adoção da urna eletrônica representou um salto de credibilidade que confere hoje às eleições brasileiras um selo de segurança admirado no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde a redemocratização, há 20 anos, o Brasil tem praticado a democracia sem maiores percalços &#8211; e até o maior deles foi bem resolvido, no impeachment sem traumas ou quebras institucionais. Além disso, a adoção da urna eletrônica representou um salto de credibilidade que confere hoje às eleições brasileiras um selo de segurança admirado no mundo inteiro, por sua simplicidade e eficiência.</p>
<p>O voto como hábito, portanto, já está em nós. Mesmo que a obrigatoriedade do ato cívico seja posta em questão, o fato é que a vida democrática brasileira sai fortalecida após cada estação eleitoral. Há toda uma dinâmica que é favorecida, da movimentação econômica proporcionada pelas campanhas até a mobilização social provocada pelo legítimo embate de propostas e idéias.</p>
<p>Mas antes de chegar à boca da urna, o voto deve passar pelo crivo da ética. A época da troca de votos por favores, num negócio em que o eleitor sai sempre lesado, não pode ser mais a nossa época. A nação está politicamente madura para não absorver &#8211; nem absolver &#8211; com naturalidade o comércio eleitoreiro que burla o cidadão e afronta os valores democráticos.</p>
<p>Desta forma, é oportuníssima a iniciativa do Comitê da Ação pela Cidadania e pela Vida, organização atuante fundada pelo sociólogo Herbert de Souza, o saudoso Betinho. Em Pernambuco, com o apoio do Governo Jarbas Vasconcelos, foram impressas cartilhas de orientação ao voto ético, que serão distribuídas em todo o Estado. A campanha busca despertar no eleitor a atenção para com os mercadores do voto, candidatos que se aproveitam da boa-fé do povo para tentar se eleger.</p>
<p>A campanha pelo voto ético é de conscientização, sim, junto à população, mas serve também como alerta aos candidatos aventureiros: a sociedade está de olho naqueles que prefeririam não disputar a escolha popular e não depender de um instrumento democrático para exercer &#8211; representativamente, é bom lembrar &#8211; o poder.</p>
<p>O Governo de Pernambuco acerta duplamente ao aderir à campanha da Ação da Cidadania. Pois a cédula do voto ético possui dois lados: numa face, o eleitor não se deixa levar na conversa fiada dos maus políticos, e na outra, os políticos precisam puxar o cordão do comportamento ético, fazendo campanhas limpas, com respeito, tanto pelos eleitores como pelos seus eventuais adversários. Eleição não é guerra, afinal, é cidadania em ação, como diria Betinho.</p>
<p>Atitudes desabonadoras como a compra de votos ou o uso da violência &#8211; quando se confunde militância com milícia &#8211; não condizem com o estágio atual da democracia em nosso país. Aqui pertinho, em Amaraji, semanas atrás, o prefeito e candidato à reeleição Jânio Gouveia da Silva foi agredido em seu direito de expressão, logo no começo da campanha. Um carro de som a seu uso foi queimado, sendo os principais suspeitos possíveis simpatizantes de um candidato oponente. Trata-se de algo inaceitável e, como crime político, há de ser punido com firmeza exemplar, para que episódios similares não venham a acontecer.</p>
<p>E mais, o incentivo a tais atos, quando reconhecida a autoria política, deve ser amplamente divulgado, a fim de que o eleitorado possa rechaçá-lo, retirando-lhe a tempo, e com veemência, a confiança do voto.</p>
<p>A campanha pelo voto ético é um empreendimento formador de cidadania, e deve ser assumido pelo poder público, pelos candidatos, pela mídia e por todos que acreditam na democracia.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Bruno Araújo é deputado estadual pelo PSDB</strong></p>
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		<title>Antes de tudo, um deputado</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2004 18:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foram nada menos que 44 anos de Parlamento. Onze mandatos ininterruptos cumpridos na Assembléia Legislativa de Pernambuco, com uma voz ativa a recordar-nos das necessidades e da força do povo sertanejo &#8211; antes de tudo, um forte, como diz a célebre definição.
Convicto democrata e aguerrido representante popular, Felipe Coelho ficou conhecido como o &#8220;tigre do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foram nada menos que 44 anos de Parlamento. Onze mandatos ininterruptos cumpridos na Assembléia Legislativa de Pernambuco, com uma voz ativa a recordar-nos das necessidades e da força do povo sertanejo &#8211; antes de tudo, um forte, como diz a célebre definição.</p>
<p>Convicto democrata e aguerrido representante popular, Felipe Coelho ficou conhecido como o &#8220;tigre do Araripe&#8221;. Mas sua fala era mansa, dosando sabedoria no manejo firme de princípios intocáveis. Com o passar do tempo, a vocação política ganhava experiência, transformando-se em devoção. E o político que se acostumou a ouvir antes do nome simplesmente a palavra &#8220;deputado&#8221;, acumulava respeito e admiração de seus pares, além do carinho fiel de seus eleitores.</p>
<p>Há dez anos longe da vida pública, Felipe Coelho parte, e agora é lembrança e pura história. Um exemplo a ser seguido, um modelo de homem público a ser copiado, e um orgulho para ser repartido entre todos os pernambucanos. Nunca pensou em disputar um mandato federal sempre teve a convicção de que seu lugar era aqui.</p>
<p>Que lições nos deixa o bravo parlamentar? A primeira é, certamente, essa bravura que lhe acompanha o nome, no apelido revelador do caráter e da região cuja representação lhe exaltava o sangue. No cotidiano tumultuado das votações e dos pleitos, um deputado não pode baixar a guarda de suas convicções, sob pena se perder no jogo democrático. A política é a arte de tornar possível o impossível, com os pés no chão e a vontade sempre no horizonte. E Felipe Coelho era um desses homens raros que não sabia olhar para o chão sem constrangimento, pois o chamamento de seu povo não tardava a lhe erguer a vista. Não tive a honra de ser seu contemporâneo no parlamento, mas meu pai o foi, e sempre me transmitiu o respeito que todos lhe tiveram .</p>
<p>A ligação com a sua terra não lhe tirava o gosto na construção de múltiplas relações. Outra lição deixada é exatamente a expressa na tristeza dos amigos e das pessoas que o conheceram, mesmo por um breve momento. Foi Presidente da Casa de Joaquim Nabuco por duas vezes e sua simpatia e humildade logo conquistava a todos.</p>
<p>Finalmente, uma terceira lição, não menos importante, está refletida na contribuição de uma vida inteira à melhoria de sua região, e mistura o valor da luta democrática com a marca da pernambucanidade. No centro de sua ação, na condução das demandas populares pela via parlamentar, Felipe Coelho sempre se pautou pelos valores mais caros à democracia e pelo apego incondicional às raízes.</p>
<p>Se a sua partida deixa um vácuo na cena política de nosso Estado, fica também a certeza de que a História saberá render-lhe a devida homenagem &#8211; do mesmo modo que os amigos, a família e os sertanejos do Araripe estão sentindo, neste instante, a grande perda, na sua certeza de que o legado de Felipe Coelho será corretamente transmitido às futuras gerações. Felipe Coelho é um exemplo de uma vida dedicada à política, e a sua passagem entre nós se confunde com a própria historia do parlamento pernambucano.</p>
<p><strong>Bruno Araújo é deputado estadual pelo PSDB</strong></p>
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		<title>Alertas de la Plata</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Jun 2004 18:50:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente, tive a singular oportunidade de viajar aos Estados Unidos como convidado do Departamento de Estado do governo norte-americano. O objetivo principal da visita foi conhecer de perto como são, e como funcionam, as instituições políticas ligadas ao federalismo concebido por Madison, Jay e de Hamilton. De fato, mesmo sem ser sociólogo ou cientista político, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, tive a singular oportunidade de viajar aos Estados Unidos como convidado do Departamento de Estado do governo norte-americano. O objetivo principal da visita foi conhecer de perto como são, e como funcionam, as instituições políticas ligadas ao federalismo concebido por Madison, Jay e de Hamilton. De fato, mesmo sem ser sociólogo ou cientista político, fui colocado na posição de Alexis de Tocqueville para sentir um pouco suas impressões mais marcantes reveladas ao mundo pela sua Democracia na América. Não obstante, tive o cuidado de seguir seus ensinamentos: &#8220;Não voltemos nossos olhos para a América para copiar suas instituições, mas para melhor compreender aquelas que nos convêm&#8221;.</p>
<p>Entre as minhas principais conclusões, destaco a necessidade que temos de construir uma federação mais cooperativa, tanto verticalmente (nas relações entre a União os Estados e os Municípios), quanto horizontalmente (nas relações entre os Estados-Membros). Esse, aliás, é um grande desafio. Diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, nosso modelo de federação é, ainda, muito centralizado, praticamente, nada escapa do domínio do governo federal. Depois de tudo que constatei, estou convicto que precisamos promover o desenvolvimento de uma federação democrática e descentralizada buscando a diminuição das desigualdades regionais. Neste sentido, qual o caminho a ser seguido?</p>
<p>Não tenho a menor dúvida que a resposta é a melhoria das nossas instituições políticas. Se hoje o Brasil é uma democracia, precisamos agora lutar por uma melhor qualidade democrática e por um novo pacto federativo. Por isso, o assunto reformas políticas é tão importante. Para aqueles que pensam diferente, sugiro uma boa olhada para o que está acontecendo na Argentina. Isto porque entre os graves problemas estruturais que trouxeram o caos econômico, e a renúncia do presidente Fernando de La Rua, está a questão federativa. O Estado argentino ficou paralisado durante os momentos mais graves da longa crise econômica, principalmente, devido a disputa em torno de quem deveria pagar a conta da má administração e da corrupção crônica: as províncias ou o governo central.</p>
<p>Felizmente, estamos numa situação bem melhor do que a do nosso vizinho, entretanto, estamos ainda longe de termos um modelo federativo realmente capaz de produzir uma estabilidade política mais próxima do ideal. Os sinais que nos chegam do Sul são fortes e são no sentido de que não devemos perder mais tempo no que se refere ao aprimoramento de nossas instituições políticas objetivando um sistema federativo verdadeiramente cooperativo.</p>
<p><strong>Bruno Araújo é deputado estadual pelo PSDB</strong></p>
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		<title>O Fim dos Racionamentos</title>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2004 18:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O anúncio do fim do presente racionamento de energia elétrica foi um alívio para a população. O alívio, no entanto, não foi menor dentro do próprio governo. Afinal, obrigar &#8220;o país da energia elétrica abundante e barata&#8221; ao mais abrangente racionamento de sua história não deixou de ser um tanto constrangedor. Mas choveu, os reservatórios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio do fim do presente racionamento de energia elétrica foi um alívio para a população. O alívio, no entanto, não foi menor dentro do próprio governo. Afinal, obrigar &#8220;o país da energia elétrica abundante e barata&#8221; ao mais abrangente racionamento de sua história não deixou de ser um tanto constrangedor. Mas choveu, os reservatórios começam se normalizar e o fantasma do racionamento está sendo exorcizado.</p>
<p>A questão é, por quanto tempo? Os reservatórios já estiveram bem mais cheios do que agora e se esvaziaram, o que pode perfeitamente repetir-se. Assim, o momento é de relativa tranqüilidade, mas jamais de complacência. É mister que se busque uma nova fonte de energia elétrica para o Brasil e, em particular, para o Nordeste. Isso, no entanto, parece muito difícil.</p>
<p>Na década de 50, quando a chamada &#8220;primeira etapa&#8221; da usina da Chesf em Paulo Afonso lançava os primeiros quilowatts da redenção do Nordeste, ensinava-se nas escolas que o Brasil tinha energia para alimentar o mundo. Era o tempo de Três Marias e Furnas. Depois viriam Boa Esperança, Itaipu, Tucuruí, Xingó e tantas outras. Acreditava-se que a aparente fonte inesgotável que supria o São Francisco, o Paraná e o todo-poderoso Amazonas garantiria um fornecimento abundante e eterno, de forma que nada deveria pôr em risco o programa hidroelétrico. Água, no Brasil, antes de tudo tinha de dar choque.</p>
<p>Diante desse paradigma, considerações ambientais foram literalmente por água abaixo. Cidades desapareceram junto com terras produtivas, virgens ou não. Nem o salto Guaíra &#8211; as mundialmente famosas Sete Quedas &#8211; escapou à sanha dos &#8220;barrageiros&#8221;. A decantada vocação hidroelétrica nacional foi levada ao extremo em projetos como o de Balbina, no Amazonas, ou o de Serra da Mesa, no Centro-Oeste, em que enormes áreas foram inundadas (somando-se as duas, vinte municípios do Recife) para se produzir relativamente ínfimas quantidades de energia.</p>
<p>Outras opções de produção de energia elétrica eram logo esmagadas pelo &#8220;rolo compressor&#8221; hidroelétrico. No final das contas, hoje finalmente se reconhece, a crise energética que assustou o Brasil foi resultado do erro proverbial de se pôr todos os ovos numa mesma cesta. Dois terços do Brasil esperavam pelas chuvas, que não vieram. No antigo Egito, a vida da nação revolvia em torno das periódicas enchentes do rio Nilo, que muitas vezes falhavam, obrigando o faraó a apelar para preces e magias. É impensável que os líderes de uma nação moderna venham, quarenta séculos mais tarde, recorrer aos mesmos expedientes.</p>
<p>Há menos de três décadas um programa nuclear iniciava o Brasil numa ousada diversificação. Vilipendiado pela associação com um regime tachado de impopular, do ambicioso programa de construção de oito usinas só uma, Angra 2, ficou pronta &#8211; e há menos de dois anos. Ela e Angra 1, anterior ao programa, hoje respondem por uns 40% das necessidades do Estado do Rio de Janeiro. O apelido de &#8220;usinas vagalumes&#8221; sempre foi injusto, e agora mais ainda.</p>
<p>Num artigo publicado em jornal há mais de três anos, o Prof. Heldio Villar antevia o colapso do fornecimento de energia elétrica ao Nordeste e declarava que &#8220;oito centrais do tipo Angra 2, que caberiam todas numa área similar à do município do Recife, forneceriam tanta energia como todo o sistema Chesf&#8221;. O artigo aparentemente não foi levado a sério, mas eu próprio pude testemunhar a veracidade dessa afirmativa: numa área equivalente à do bairro do Pina, à margem da estrada Rio-Santos, duas usinas nucleares têm uma capacidade instalada que é o dobro da de Sobradinho, em cujo lago cabe a Região Metropolitana do Recife.</p>
<p>A opção nuclear, mais do que nunca, precisa ser abraçada no Brasil. No mundo, ela já pode ser considerada trivial, respondendo por 18% da demanda elétrica (na França, mais de 75%). Em manifestações recentes, o Presidente Fernando Henrique e o Vice-Presidente Marco Maciel defenderam as centrais nucleares como solução da crise energética no Nordeste. Partindo do Vice-Presidente, isso não causa espanto. Afinal, ele é o grande mentor do Centro Regional de Ciências Nucleares, ora em implantação no Recife.</p>
<p>E porque no Nordeste? Talvez porque está em jazidas nordestinas o urânio do Brasil. Talvez porque seja a região de menor potencial hidroelétrico. Talvez, com mais razão, devido ao trabalho de divulgação das aplicações nucleares realizado pelo Centro Regional. A população do Nordeste já convive com a idéia de que essas aplicações salvam vidas, ajudam a indústria e geram empregos. Vai ver também que elas têm o potencial de fazer do século XXI um tempo livre de racionamentos.</p>
<p><strong>Bruno Araújo é deputado estadual pelo PSDB</strong></p>
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		<title>Tecnologia nuclear</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2004 18:51:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há alguns dias, com a presença do Vice-Presidente da República, Marco Maciel, do Ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Mota Sardenberg, políticos das esferas federal, estadual e municipal, reitores e outras autoridades, foi feito o lançamento solene do Edital de Licitação para a construção da primeira etapa do Centro Regional de Ciências Nucleares (CRCN). A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias, com a presença do Vice-Presidente da República, Marco Maciel, do Ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Mota Sardenberg, políticos das esferas federal, estadual e municipal, reitores e outras autoridades, foi feito o lançamento solene do Edital de Licitação para a construção da primeira etapa do Centro Regional de Ciências Nucleares (CRCN). A participação de tão expressivas lideranças no lançamento de um simples edital é plenamente justificável, pois trata-se do maior investimento em ciência e tecnologia no País em muitos anos. Somente na primeira fase serão investidos cerca de R$ 20 milhões até o fim de 2002.</p>
<p>O projeto como um todo é ambicioso, devendo consumir em torno de R$ 200 milhões em dez anos. Ambicioso, mas fundamental na diminuição das conhecidas disparidades regionais. É fruto de um convênio que envolve a Comissão Nacional de Energia Nuclear, a Fundacentro e a UFPE. Contempla, nessa primeira fase, laboratórios voltados para o controle do emprego das radiações ionizantes, aquelas que emanam de certas máquinas, como os aparelhos de raio-X, e das substâncias radioativas, empregadas em medicina, indústria e pesquisa, além de toda uma estrutura de suporte técnico e administrativo, como um auditório, biblioteca, acomodações para pesquisadores visitantes, oficinas etc.</p>
<p>Na fase seguinte será implantado um ciclotron, instrumento capaz de produzir materiais radioativos, ditos isótopos, de curta duração. Na Unidade de Radiofarmácia, também prevista nessa fase, esses materiais serão transformados em radiofármacos, produtos usados nos diagnósticos precisos de diversas enfermidades, que poderão ser realizados no próprio CRCN. Isso fará com que Pernambuco se equipare ao Sul do País em Medicina Nuclear, além de passar de importador a exportador desses produtos. Um Laboratório de Caracterização Química, capaz de determinar a presença de minúsculas quantidades de contaminantes químicos em amostras biológicas e ambientais, integra a segunda fase do projeto, que será complementada com um irradiador múltiplo, que objetiva introduzir na região as modernas práticas de esterilização, conservação e beneficiamento de alimentos, produtos cirúrgicos e outros artefatos.</p>
<p>A terceira e última etapa prevê a implantação de um reator de pesquisas, que produzirá isótopos radioativos que não são produzidos em ciclotron e será capaz de realizar análises avançadas de materiais. Com isso, ficará o Nordeste inteiramente auto-suficiente em termos capaz de oferecer uma vasta gama de serviços só possíveis com um reator de pesquisas desse porte.</p>
<p>É inquestionável o papel que o CRCN irá desempenhar no progresso de Pernambuco e do Nordeste. Ao óbvio desenvolvimento do pólo médico deve-se juntar sua atuação como catalisador de novos empreendimentos, tanto de tecnologias convencionais como de ponta. Não é à toa que, desde o primeiro momento, esse projeto tem contado com o decisivo apoio de parlamentares de todo o espectro político, comprometidos mais com o futuro de seu Estado do que com questões político-partidárias.</p>
<p>Ao mesmo tempo, houve, por parte dos órgãos ambientais federais, estaduais e municipais, o maior empenho para localizar apropriadamente o CRCN. Sua posição, dentro do campus da UFPE (como é o caso do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, que tem um reator e fica dentro do campus da Universidade de São Paulo), é estratégica sob vários aspectos: facilitará a integração com os pesquisadores universitários e com o Hospital das Clínicas. Em relação às outras universidades e ao Pólo Médico privado do Recife, a distância não é proibitiva, vez que a relativa proximidade do aeroporto e de importantes entroncamentos rodoviários é um aspecto relevante no que tange ao translado de pacientes que serão diagnosticados no Centro e ao despacho de radiofármacos. Por tudo isso, está Pernambuco de parabéns por essa importante conquista. Numa época de escassos recursos federais, a vinda do CRCN mostra que o Estado atingiu a maturidade científica, tecnológica e política para atrair investimentos que irão sobremaneira ajudar a modificar a face do Nordeste.</p>
<p><strong>Bruno Araújo é deputado estadual pelo PSDB</strong></p>
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