| Alvo de constantes cobranças devido a suas ausências nas agendas do candidato ao Governo do Estado, Jarbas Vasconcelos (PMDB), o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, também não compareceu à convenção oposicionista, ontem. Mas cuidou de solicitar que o correligionário e deputado federal Bruno Araújo desse as devidas explicações e falasse em seu nome. “Há duas horas saíamos de Brasília, junto com Guerra. Ainda na pista, ele recebeu ligações de Serra, pedindo que ficasse em Brasília para definir a vice da campanha presidencial. Então, Guerra me pediu para dar uma palavra em seu nome e do PSDB”, reportou o parlamentar. Em apoio ao deputado federal Raul Jungmann (PPS) – que aceitou disputar o Senado na segunda vaga da majoritária, assumindo o lugar após desistência de Guerra -, ele lembrou que o pós-comunista “abriu mão de um mandato de deputado federal para ir à luta com Jarbas”. “Jungmann estaremos com você em todos os recantos de Pernambuco”, prometeu, tendo em vista que a indicação do ex-ministro teve a chancela do PSDB. Em relação a Jarbas, enalteceu a candidatura do peemedebista como uma solicitação não dos partidos, mas “do povo que foi em seu gabinete, em Brasília, buscá-lo”. “As estradas do Estado, hoje esburacadas, no seu Governo transportavam feito tapete”, recordou Bruno, numa comparação com a atuação do governo Eduardo Campos (PSB). Além de Bruno, o único não integrante da chapa que teve voz ao microfone foi o deputado federal Roberto Magalhães (DEM). Cortejado para ser o candidato na vaga de Guerra, e tendo mantido a postura de largar a vida pública, ele afirmou que nunca comprou votos e fez um apelo aos eleitores “para que não votem em troca de coisa nenhuma e mantenham a sua independência”. O pleito vem a calhar com a acusação feita por Jarbas de que Governo atual investe na cooptação de aliados. “Esses eleitores que me elegeram nunca foram na minha casa, nem no gabinete pedir. Esse é o povo eleitor que pode levar o Brasil para frente”, acrescentou, tachando o grupo de “heróis anônimos, aqueles que votam e trabalham em silêncio”. Para ele, Jungmann, “o mais jovem e risonho na chapa” vai fazer muito barulho nessa campanha. A candidata a vice Miriam Lacerda disse que era hora de “arregaçar as mangas” e fez uma comparação entre o governo Jarbas (1999-2005) com a administração anterior a ele, comandada pelo avô de Eduardo Campos, Miguel Arraes. “Pernambuco era uma casa desarrumada, desequilibrada financeiramente, obras inacabadas. Os investimentos passavam no espaço aéreo porque quem quer uma casa desarrumada?”, provocou. O senador Marco Maciel também discursou.
Fonte: Folhape.com.br – 01/06/2010 |
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